Inovando a Educação... Campanha contra a violência ao professor... Leiam o texto "A Construção de um mito", participem do mural preto, pois estamos de luto, com comentários e da nossa enquete se você é contra ou a favor da criação do Estatuto do Professor. Enviem-me material sobre o assunto. Vamos quebrar este paradigma!
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segunda-feira, agosto 10, 2009
CONSELHO ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DESOBRIGA ESCOLAS DE CUMPRIR 200 DIAS LETIVOS.
segunda-feira, agosto 03, 2009
Estratégias de leituras para o professor
Ao ler descobrimos o mundo e seus contextos, permite ir além de letras e estratégias... Estratégias ora utilizadas pelos alunos ora pelo professor.
Este texto retrata a estratégia usada pelo professor que tem como objetivo formar um aluno leitor!!!
Débora Schnek
MODALIDADES DIDÁTICAS DE TRABALHO COM LINGUAGEM
- LEITURA DIÁRIA OU SEMANAL: Para trabalhar com a constituição da necessidade de ler regularmente, com diferentes finalidades, em especial, para informar-se a respeito de atualidades e temas relevantes para a vida cidadã ou assuntos em desenvolvimento e estudo em aula. Trata-se de instituir um dia fixo na semana, no qual se leia em determinado horário.
- LEITURA COLABORATIVA: Trabalhar com as capacidades de leitura, estudando o texto coletivamente, por meio da leitura que mobilize nos alunos capacidades (estratégias) de leitura necessárias para a construção da sua proficiência. A idéia é que a explicitação dos modos de obter informação para responder às perguntas tornem observáveis as estratégias que cada um utiliza para significar o texto,possibilitando a apropriação dessas estratégias por quem ainda não as construiu.
- LEITURA PROGRAMADA: Trabalhar com a ampliação da proficiência dos alunos no que se refere à leitura de textos mais extensos, programando a leitura parte a parte. A partir da leitura prévia de cada parte, a professora promove a discussão coletiva das mesmas, ensinando procedimentos de recuperação da parte lida anteriormente. O trabalho de discussão compreende também a mobilização de capacidades de leitura para a atribuição de sentido ao texto, considerando suas características mais específicas.
- LEITURA EM VOZ ALTA FEITA PELO PROFESSOR: Algumas finalidades: explicitar ao aluno - por meio da fala do professor - comportamentos de leitor (critérios de escolha e apreciação das obras, por exemplo; recursos que utilizou para a escolha do texto - autor, gênero, editora, ilustrações, entre outros); possibilitar aos alunos que não leem o contato com textos em linguagem escrita de boa qualidade; possibilitar aos alunos contato com textos que não escolheriam de maneira independente; ampliar repertório de leitura.
- ATIVIDADES SEQUENCIADAS DE LEITURA: Possibilitar o estudo de determinado tema por meio de uma sequência de atividades que preveem a leitura de textos com grau crescente de ampliação e/ou aprofundamento de informações.
- LEITURA DE ESCOLHA PESSOAL: Possibilitar aos alunos a escolha de obras que contemplem suas preferências pessoais, permitindo que o professor tenha uma referência do tipo de leitura que já é da competência autônoma dos alunos.
- RODA DE LEITORES: Possibilitar a socialização das leituras realizadas de maneira independente, com a finalidade de observar comportamentos leitores já construídos pelos alunos e, ao mesmo tempo, ampliar seu repertório por meio da explicitação dos comportamentos de todos.
- LEITURA INDIVIDUAL COM QUESTÕES PARA INTERPRETAÇÃO ESCRITA: Trata-se da atividade que permite ao professor analisar qual é a proficiência autônoma de seu aluno em relação às capacidades de leitura que deverão se mobilizadas para responder às questões propostas. Não se trata, portanto, de atividade que permita intervenção processual na leitura, mas verificação de competência já constituída. É importante focalizar que a compreensão do aluno será traduzida na escrita, o que requer a utilização de uma proficiência diferente, que é a de produzir textos.
- LEITURA EM VOZ ALTA: Atividade que permite o trabalho com aspectos relativos à oralização de texto escrito como dicção, entonação, dramatização, entre outros. É preciso que aconteça em um contexto no qual oralizar texto escrito faça sentido. Para tanto, recorrer às situações enunciativas nas quais essa capacidade é solicitada: ler discurso em cerimônia de encerramento de ano letivo, de comemoração, ler textos em saraus literários, ler textos vários, em voz alta, para gravar CD de divulgação, anunciar, em supermercado, produtos e promoções, entre outras.
* Síntese elaborada por Kátia L. Bräkling para trabalho de assessoria e formação de professores. (set / 07)
sexta-feira, julho 10, 2009
CONAE (Conferência Nacional de Educação) - O QUE É ?
CONAE (Conferência Nacional de Educação) - O QUE É ?

A Conferência Nacional de Educação – CONAE é um espaço democrático aberto pelo Poder Público para que todos possam participar do desenvolvimento da Educação Nacional.
Está sendo organizada para tematizar a educação escolar, da Educação Infantil à Pós Graduação, e realizada, em diferentes territórios e espaços institucionais, nas escolas, municípios, Distrito Federal, estados e país.
Estudantes, Pais, Profissionais da Educação, Gestores, Agentes Públicos e sociedade civil organizada de modo geral, terão em suas mãos, a partir de janeiro de 2009, a oportunidade de conferir os rumos da educação brasileira.
Tema da CONAE, definido por sua Comissão Organizadora Nacional, será: Construindo um Sistema Nacional Articulado de Educação: Plano Nacional de Educação, suas Diretrizes e Estratégias de Ação.
A CONAE acontecerá em Brasília, de 28 de março a 1º de abril de 2010, será precedida de Conferências Municipais, previstas para o primeiro semestre de 2009 e de Conferências Estaduais e do Distrito Federal programadas para o segundo semestre do mesmo ano. A Portaria Ministerial nº 10/2008 constituiu comissão de 35 membros, a quem atribuiu as tarefas de coordenar, promover e monitorar o desenvolvimento da CONAE em todas as etapas. Na mesma portaria foi designado o Secretário Executivo Adjunto Francisco das Chagas para coordenar a Comissão Organizadora Nacional.
A Comissão Organizadora Nacional é integrada por representantes das secretarias do Ministério da Educação, da Câmara e do Senado, do Conselho Nacional de Educação, das entidades dos dirigentes estaduais, municipais e federais da educação e de todas as entidades que atuam direta ou indiretamente na área da educação.
Mais informações no site da CONAE - http://portal.mec.gov.br/conae/index.php
VIOLENCIA, NÃO! O gato e o Rato
quarta-feira, julho 08, 2009
A construção de um mito

Acredito que nunca a categoria professor esteve tão compromissada com a educação. Desde a pesquisa e trabalho em sala de aula, quanto a investimento em cursos e especialização. Numa roda de professores não há outro assunto que não seja escola, mesmo que nos encontremos por um acaso numa fila de supermercado, com uma cesta recheada pra um churrasco, mas a educação está ali presente, manifesta em palavras em sua troca de pensamento.
A praxe de planejar aula não é mais um desafio, é algo concreto, vivenciado. O professor planeja aula constantemente. Muitas vezes não há necessidade de um registro sistemático, burocrático em um semanário, ou num portfólio, mas o professor sabe exatamente, o que dar como dar e pra quem. O por quê? Isto está imbuído em conceitos, em acumulo histórico, num plano de curso inicial.
Fico indignada ouvir ainda que os professores não possuem compromisso. Mais quem fala isso são pessoas que estão muito distantes da sala de aula, que não acompanham o que anda acontecendo em suas entranhas, assumem velhos paradigmas, velhos conceitos como atuais. Nós professores devemos levantar voz, usar da autonomia, colocar em cheque esse mito. Pautado num velho contexto tradicional, que tradicionalmente, joga o velho como se não houvesse nada de bom. Não vou negar que há péssimos professores, assim como há péssimos engenheiros, médicos, dentistas. Mas o que acontece, é que a classe professorado é o contrario: ao invés da maioria solidificar, o mito foi construído sobre uma minoria, que acabou com a reputação Profissional de uma classe inteira. E o pior é a sociedade reproduzir isso como verdadeiro.
Nunca vi profissionais tão compromissados como agora. Mas estão sem nenhuma retaguarda. Envergonho-me de verificar que as pessoas, a sociedade estão deixando as coisas atingirem os patamares atuais, essa violência toda impregnada na escola, a falta de comprometimento familiar, a ausência de interesse dos alunos e o professor? Lá com sua aula preparada, com seus cursos, com sua vontade, lutando contra um sistema inteiro. E a culpa é do professor, devido ao longo do tempo ter se acostumado com este mito. E a sociedade, a política, o sistema aplaudem de pé a afirmação deste.
Enquanto nossa sociedade não mudar, virar a mesa, resguardar o professor, seguiremos assim, sempre pressionados e culpados pelos fracassos, sempre sendo vitimas de violências. Pois a sociedade política ainda não vê os professores com o olhar que estes vêem a educação; se sentissem este detonador (olhar do professor), os pais estariam presentes na educação desde ao falar com o filho até a ida ao mercado ou o sentar na calçada, o sistema iria antes de checar uma denuncia averiguar qual o histórico escolar, se este o possuir, e antes de colocar mais uma vez que a culpa é sempre do professor, iria refletir se ouviu (o sentido de checar, averiguar) as vezes que o professor avisou que o aluno estava apresentando em sala. Mas a omissão é muito grande, é preferível calar a boca de quem é mais fraco. Pois até isso o professor é educado, aceita a opressão.
No entanto, caros leitores, o professor está ali. Acreditando em mudanças, mas não deixo de lhes dar uma dica, guardem seus direitos, os conheça, não aceitem passivamente a opressão. O dialogo da cidadania é lindo, exercê-la requer praticar. Não deixem que sujem seu espaço. Limpe-o todo dia. Pois os únicos que num sistema publico, possuem hora de chegar e hora de sair firmemente determinado somos nós, temos horários fechados, mas em nossas casas, no nosso lazer levamos a educação conosco, coisa que ninguém faz. Pois nem os pais têm mais essa consciência, que são responsáveis pela educação do filho, não educa, não agem com amor, não dizem não. E sabem por que o fracasso está sendo determinante nas escolas? Por que a função da escola não é só transmitir conhecimentos, é passar valores, resgatar auto-estima, pois a sociedade não está dando conta do próprio fracasso e está jogando nas escolas. A sociedade família, política está fracassada e apesar da construção do mito do professor é neles que têm depositado esperanças, contradizendo afirmações que o professor não é comprometido. Se a única esperança somos nós e temos orgulho de sermos professores, está na hora de falarmos a mesma língua, dar respaldo a educação, exigir dos pais responsabilidades, comprometimento. Pois daqui a algum tempo teremos que ter um Estatuto do Professor e um país que precisa de tantas leis, é por que é muito pequeno em relação a resguardar direitos básicos, está engatinhando em seu processo civil.









